quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Muda Brasil!!!!

Não resisiti e copiei esta matéria do site Mixbrasil. Acredito que as coisas só se modificam, não só no nosso país, mas em qualquer outro, quando encaramos a intolerância e preconceito da forma como o Ângelo encarou. Parabéns!!!


Depois de um julgamento na tarde desta terça-feira no Fórum João Mendes Júnior, em São Paulo, a distribuidora de filmes PlayArte foi condenada a pagar uma indenização a um homossexual porque uma de suas funcionárias o chamou de “bicha louca”. Ângelo Nunes, 35, booker em uma agência de modelos paulistana, deve receber um determinado valor, ainda a ser definido pela Justiça, mensalmente e, caso não o receba, a PlayArte leva multa e a quantia é corrigida com juros.Em entrevista ao Mix logo depois de ter saído do julgamento, ainda empolgado com o resultado, Ângelo comemorou o ganho de causa como “uma vitória de todo mundo que já sofreu preconceito”. Ele contou ainda que o mais legal foi encontrar na Justiça uma aliada capaz de punir comportamentos homofóbicos. “O juiz disse que ninguém tem o direito de ofender ninguém, independente da orientação sexual, ele deu uma lição de moral para todo mundo.”A PlayArte tentou negar o fato e disse em sua defesa que a funcionária não havia xingado Ângelo e que nada daquilo que ele dizia era verdade. Com o acontecido apurado, o juiz disse que quem estava mentindo era a distribuidora de filmes, o que foi determinante na decisão judicial. “O juiz foi ótimo, ele disse ainda que mesmo se ela não tivesse me xingado, só por ter me atendido de forma grosseira poderia ter sido processada.” A empresa ainda pode recorrer da decisão.Má educadaEm outubro de 2006, Ângelo estava na fila dos cinemas Bristol, na Avenida Paulista, e foi comprar seu ingresso. Segundo ele, o caixa não aceitava cartão de débito e pediu para que ele fosse para outro caixa. Chegando lá, a atendente disse que não tinha o visto na fila e que era para ele voltar novamente até o final, mas ele argumentou e ela vendeu o bilhete do cinema. Quando o booker se virou, a moça disse no microfone: “essa bicha é louca!”. Ângelo foi tirar satisfação e pediu para ver o gerente, que o ouviu e disse que não poderia fazer nada porque não tinha visto coisa alguma.Ângelo ligou para a polícia, “que foi maravilhosa comigo”, e duas viaturas com oito policiais chegaram até o conjunto de salas de cinema. O gerente e a atendente se recusaram a dar os documentos deles para os policiais, mas cederam quando foram ameaçados de prisão. O booker registrou o Boletim de Ocorrência e abriu um processo contra a distribuidora de filmes. Mais de dois anos depois, o resultado foi positivo.