A verdade no duro quase nunca rola
Mais comum é se encontrar qualquer ilusão à toa
O que fica na história só o tempo dirá
Inutil então será adivinhar agora
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
Os amores que duram são raros de encontrar
Cada instante que passa se tornarão mais belos
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
A verdade no duro quase nunca rola
Mais comum é se encontrar qualquer ilusão à toa
Cada pessoa nasceu com seu destino
Ainda que for procurar
Tudo é incerto e por isso mesmo exato
Tudo que for pra ser será
O que fica na história só mesmo o tempo dirá
Inutil então será adivinhar agora
Lulu Santos
terça-feira, 25 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Muda Brasil!!!!
Não resisiti e copiei esta matéria do site Mixbrasil. Acredito que as coisas só se modificam, não só no nosso país, mas em qualquer outro, quando encaramos a intolerância e preconceito da forma como o Ângelo encarou. Parabéns!!!


Depois de um julgamento na tarde desta terça-feira no Fórum João Mendes Júnior, em São Paulo, a distribuidora de filmes PlayArte foi condenada a pagar uma indenização a um homossexual porque uma de suas funcionárias o chamou de “bicha louca”. Ângelo Nunes, 35, booker em uma agência de modelos paulistana, deve receber um determinado valor, ainda a ser definido pela Justiça, mensalmente e, caso não o receba, a PlayArte leva multa e a quantia é corrigida com juros.Em entrevista ao Mix logo depois de ter saído do julgamento, ainda empolgado com o resultado, Ângelo comemorou o ganho de causa como “uma vitória de todo mundo que já sofreu preconceito”. Ele contou ainda que o mais legal foi encontrar na Justiça uma aliada capaz de punir comportamentos homofóbicos. “O juiz disse que ninguém tem o direito de ofender ninguém, independente da orientação sexual, ele deu uma lição de moral para todo mundo.”A PlayArte tentou negar o fato e disse em sua defesa que a funcionária não havia xingado Ângelo e que nada daquilo que ele dizia era verdade. Com o acontecido apurado, o juiz disse que quem estava mentindo era a distribuidora de filmes, o que foi determinante na decisão judicial. “O juiz foi ótimo, ele disse ainda que mesmo se ela não tivesse me xingado, só por ter me atendido de forma grosseira poderia ter sido processada.” A empresa ainda pode recorrer da decisão.Má educadaEm outubro de 2006, Ângelo estava na fila dos cinemas Bristol, na Avenida Paulista, e foi comprar seu ingresso. Segundo ele, o caixa não aceitava cartão de débito e pediu para que ele fosse para outro caixa. Chegando lá, a atendente disse que não tinha o visto na fila e que era para ele voltar novamente até o final, mas ele argumentou e ela vendeu o bilhete do cinema. Quando o booker se virou, a moça disse no microfone: “essa bicha é louca!”. Ângelo foi tirar satisfação e pediu para ver o gerente, que o ouviu e disse que não poderia fazer nada porque não tinha visto coisa alguma.Ângelo ligou para a polícia, “que foi maravilhosa comigo”, e duas viaturas com oito policiais chegaram até o conjunto de salas de cinema. O gerente e a atendente se recusaram a dar os documentos deles para os policiais, mas cederam quando foram ameaçados de prisão. O booker registrou o Boletim de Ocorrência e abriu um processo contra a distribuidora de filmes. Mais de dois anos depois, o resultado foi positivo.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Elis, Essa Mulher

De manhã cedo, essa senhora se conforma
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos
Ah, como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres
Pelos filhos, pelo pão
Depois sorri, meio sem graça
E abraça aquele homem, aquele mundo
Que a faz, assim, feliz
De tardezinha, essa menina se namora
Se enfeita, se decora, sabe tudo, não faz mal
Ah, como essa coisa é tão bonita
Ser cantora, ser artista
Isso tudo é muito bom
E chora tanto de prazer e de agonia
De algum dia, qualquer dia
Entender de ser feliz
De madrugada, essa mulher faz tanto estrago
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar
Ah, como essa louca se esquece
Quanto os homens enlouquece
Nessa boca, nesse chão
Depois, parece que acha graça
E agradece ao destino aquilo tudo
Que a faz tão infeliz
Essa menina, essa mulher, essa senhora
Em que esbarro toda hora
No espelho casual
É feita de sombra e tanta luz
De tanta lama e tanta cruz
Que acha tudo natural.
Mais Joyce.....

Olha aí, monsieur Binot
Aprendi tudo o que você me ensinou
Respirar bem fundo e devagar
Que a energia está no ar
Olha aí, meu professor
Olha aí, meu professor
Também no ar é que a gente encontra o som
E num som se pode viajar
E aproveitar tudo o que é bom
Bom é não fumar
Bom é não fumar
Beber só pelo paladar
Comer de tudo que for bem natural
E só fazer muito amor
Que amor não faz mal
Então, olha aí, monsieur Binot
Então, olha aí, monsieur Binot
Melhor ainda é o barato interior
O que dá maior satisfação
É a cabeça da gente, a plenitude da mente
A claridade da razão
E o resto nunca se espera
E o resto nunca se espera
O resto é próxima esfera
O resto é outra encarnação
Monsieur Binot - Joyce (1981)
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Lápis de Cor
Guardados

"Feminina" - Joyce (1980)
1-Feminina
2-Mistérios
3-Clareana
4-Banana
5-Revendo amigos
6-Essa mulher
7-Coração de criança
8-Da cor brasileira
9-Aldeia de Ogum
10-Compor
Joyce, uma das três melhores compositoras brasileiras. As outras duas são Fátima Guedes e Sueli Costa. Joyce é de uma safra de compositores da mpb tradicional. É de um tempo em que se sabia fazer música. A letra abaixo foi da trilha sonora da novela "Elas por elas" da Globo (1982). É só reparar na delicadeza do texto.
Obs: a música "Guardados", NÃO faz parte deste album chamado "Feminina", lançado em 1980. Está disponível somente na trilha sonora da novela.
Nos meus guardados, guardo com todo cuidado
Os retratos, os recortes, as lembranças da infância
Convivendo lado a lado os vestidos sem decote
Do primeiro casamento, da primeira comunhão
As coisas sem importância já sem cor e sem pecado
Um pedaço de cabelo, um sorriso desbotado
Uma chave que não abre, quadras, cartas sem resposta
Um anel que já não cabe, um coração amassado
Nos meus guardados, guardo com todo cuidado
O meu riso de criança como se fosse pecado
A paixão que ainda não tive, sem começo e sem destino
Quando se rasga eu remendo, como se fosse um vestido
Guardo o brilho dos meus olhos e a loucura que não fiz
Esse ar que sempre falta na hora de ser feliz
Guardo a beleza mais densa e a cicatriz mais sofrida
As coisas que ninguém pensa guardo pra mim minha vida
(Joyce - Ana Terra)
sábado, 8 de novembro de 2008
Eu, Geraldão e Guilherme.

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade.
Vão perceber como se ganha uma bandeira
E vão saber o que custou a liberdade.
Palavras são palavras, não são trovas
Palavras, deste continente novo
Lá os meninos aprenderam coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo!
Aqui os homens permanecem lá no alto
Com suas contas engraçadas de somar
Não se aproximam das favelas nem dos campos
E tem medo de tudo que é popular
Mas os meninos deste continente novo
Hão de saber fazer história e ensinar.
MARTINHO DA VILA - 1983
Da fazenda

Foi pra respirar orvalho ainda
Que eu "puxei" da cama bem cedo
Pra molhar os pés no pasto úmido
Pra molhar os pés no pasto úmido
Pra seguir na trilha dos currais
O cheiro dos bichos no vento
O cheiro da terra na manhã dos animais
Pela vida afora, pelo mato adentro
Eu ia pelo mato
Me aranhando o peito
Colhendo umas coisas
Pra eu levar pra minha casa
A roça de algodão
Os moleques correndo
Bodoque e pião
O riacho ali logo
Um filho temporão
E o luar de lá!
FÁTIMA GUEDES
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Chile 2008
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