sábado, 8 de novembro de 2008

Da fazenda


Foi pra respirar orvalho ainda

Que eu "puxei" da cama bem cedo

Pra molhar os pés no pasto úmido

Pra molhar os pés no pasto úmido

Pra seguir na trilha dos currais

O cheiro dos bichos no vento

O cheiro da terra na manhã dos animais

Pela vida afora, pelo mato adentro

Eu ia pelo mato

Me aranhando o peito

Colhendo umas coisas

Pra eu levar pra minha casa

A roça de algodão

Os moleques correndo

Bodoque e pião

O riacho ali logo

Um filho temporão

E o luar de lá!


FÁTIMA GUEDES

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