quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Todas as Raças



Isso é o que eu chamo de mistura de raças. Lindo!!!!

Mais um pouco do Chile




Meu amigo Jaime(figuraaaaaaaça!!!).

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Lápis de Cor


Com amor, lápis de cor
Desenhei uma casinha pra gente ir morar
Com fumaça na chaminé
E o sol a brilhar
No canto da página
Fátima Guedes - 1981

Guardados

























"Feminina" - Joyce (1980)

1-Feminina
2-Mistérios
3-Clareana
4-Banana
5-Revendo amigos
6-Essa mulher
7-Coração de criança
8-Da cor brasileira
9-Aldeia de Ogum
10-Compor

Joyce, uma das três melhores compositoras brasileiras. As outras duas são Fátima Guedes e Sueli Costa. Joyce é de uma safra de compositores da mpb tradicional. É de um tempo em que se sabia fazer música. A letra abaixo foi da trilha sonora da novela "Elas por elas" da Globo (1982). É só reparar na delicadeza do texto.
Obs: a música "Guardados", NÃO faz parte deste album chamado "Feminina", lançado em 1980. Está disponível somente na trilha sonora da novela.




Nos meus guardados, guardo com todo cuidado

Os retratos, os recortes, as lembranças da infância

Convivendo lado a lado os vestidos sem decote

Do primeiro casamento, da primeira comunhão

As coisas sem importância já sem cor e sem pecado

Um pedaço de cabelo, um sorriso desbotado

Uma chave que não abre, quadras, cartas sem resposta

Um anel que já não cabe, um coração amassado

Nos meus guardados, guardo com todo cuidado

O meu riso de criança como se fosse pecado

A paixão que ainda não tive, sem começo e sem destino

Quando se rasga eu remendo, como se fosse um vestido

Guardo o brilho dos meus olhos e a loucura que não fiz

Esse ar que sempre falta na hora de ser feliz

Guardo a beleza mais densa e a cicatriz mais sofrida

As coisas que ninguém pensa guardo pra mim minha vida


(Joyce - Ana Terra)

sábado, 8 de novembro de 2008

Eu, Geraldão e Guilherme.


Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade.
Vão perceber como se ganha uma bandeira
E vão saber o que custou a liberdade.
Palavras são palavras, não são trovas
Palavras, deste continente novo
Lá os meninos aprenderam coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo!
Aqui os homens permanecem lá no alto
Com suas contas engraçadas de somar
Não se aproximam das favelas nem dos campos
E tem medo de tudo que é popular
Mas os meninos deste continente novo
Hão de saber fazer história e ensinar.
MARTINHO DA VILA - 1983

Da fazenda


Foi pra respirar orvalho ainda

Que eu "puxei" da cama bem cedo

Pra molhar os pés no pasto úmido

Pra molhar os pés no pasto úmido

Pra seguir na trilha dos currais

O cheiro dos bichos no vento

O cheiro da terra na manhã dos animais

Pela vida afora, pelo mato adentro

Eu ia pelo mato

Me aranhando o peito

Colhendo umas coisas

Pra eu levar pra minha casa

A roça de algodão

Os moleques correndo

Bodoque e pião

O riacho ali logo

Um filho temporão

E o luar de lá!


FÁTIMA GUEDES


Eu e Guilherme "Guigo".